O que ver em Karlovy Vary: colunatas, Pupp, funiculares e dicas do nosso passeio
Autor Daniel Vrátný4 de outubro de 2026
Sábado, 3 de outubro, pouco depois das 12:30, colunata Sadová. Na fonte Sadový pramen, a primeira do caminho para quem vem da maioria dos estacionamentos, havia uma fila enorme, então eu e a Veronika demos meia-volta e seguimos em frente.
Meia hora depois, estávamos no funicular Imperial. Não tinha ninguém. Literalmente ninguém. Logo em seguida, no funicular Diana, ficamos 10 minutos na fila e não avançamos nem um metro.
Naquele dia, isso se repetiu várias vezes: o lugar famoso tem fila, o do lado está vazio. As outras fontes estavam quase vazias antes do almoço e, depois do Vřídlo (o gêiser termal da cidade), dá para comer mais barato do que perto do Pupp. Foi parecido em outros lugares: a garagem subterrânea do Hotel Thermal nos desanimou, mas podemos recomendar o estacionamento ao ar livre bem ao lado.
Se você está tentando descobrir o que ver em Karlovy Vary em um dia, esta é a nossa rota. Do momento em que estacionamos até a Becherovka, levamos mais ou menos quatro horas, brunch incluído. Antes de tudo, o mais importante em resumo.
Quando ir: de manhã. Antes do almoço, as colunatas estavam quase vazias mesmo num sábado, com exceção da fonte Sadový pramen.
Deixe a fonte Sadový pramen para o fim: é a primeira para quem vem dos principais estacionamentos e, por isso, é onde se forma fila.
Funicular Imperial em vez do Diana: no Imperial não tinha ninguém; no Diana, desistimos depois de 10 minutos na fila.
Elevador até a Torre do Castelo (Zámecká věž): subimos de elevador e a vista da cidade lá de cima é ótima.
Grandhotel Pupp por dentro: demos uma olhada no lobby e fomos recebidos por um cheiro de flores e um piano ao fundo.
Becherovka: museu com degustação, fechado às segundas-feiras. Nós tínhamos ingressos do GetYourGuide e não esperamos.
Comida: perto do Pupp é mais caro; depois do Vřídlo, mais barato. Os preços exatos estão na tabela mais abaixo.
Estacionamento: nós estacionamos na garagem subterrânea no náměstí Dr. M. Horákové. Todas as opções você encontra no guia de estacionamento em Karlovy Vary.
O que dá para fazer em 4 horas e quanto custa
Chegamos a Karlovy Vary antes das 11:00 e, umas quatro horas depois, estávamos na Becherovka, com brunch e funicular incluídos. O trajeto exato, com os horários tirados das fotos, você encontra mais abaixo, no nosso roteiro.
Item
Preço
Origem
Funicular Imperial, passagem de transporte público de 20 minutos
25 Kč (coroa tcheca; cerca de R$ 6,25)
dpkv.cz
Funicular Diana, ida e volta para adulto
165 Kč (cerca de R$ 41)
dpkv.cz
Elevador até a Torre do Castelo
grátis
nossa experiência
Visita à Becherovka com degustação
290 Kč (cerca de R$ 73)
becherovka.com
Bolacha termal (oplatka)
20 Kč (cerca de R$ 5,00)
tabela de preços da loja, 03/10/2026
Caneca termal
de 160 Kč pela estampada a 290 Kč pela pintada de azul (cerca de R$ 40 a 73)
preços na colunata, 03/10/2026
Linguiça com pão numa barraca de grelhados
180 Kč (cerca de R$ 45)
tabela de preços da barraca, 03/10/2026
Ovos Benedict no Republica Coffee
209 Kč (cerca de R$ 52)
nossa visita, 03/10/2026
Comida em restaurante perto do Pupp
400 Kč ou mais (cerca de R$ 100)
nossa experiência
Garagem subterrânea no náměstí Dr. M. Horákové, 1 hora
Se você quiser passar a noite em Karlovy Vary, aqui estão quatro hotéis na zona termal ou bem perto dela. Analisamos as áreas e os hotéis em detalhe no guia de hospedagem em Karlovy Vary.
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Escolhidas pela nossa experiência
⭐ MELHOR ESCOLHA📍 Zona termal
Grandhotel Pupp
Hotel histórico no fim da zona termal. Não dormimos aqui, mas o lobby, com cheiro de flores e piano ao fundo, nos causou uma primeira impressão perfeita.
👨👩👧 PARA FAMÍLIAS📍 À beira do Teplá, perto das colunatas
Hotel Thermal
Complexo modernista no limite entre a zona termal e o centro, com a piscina termal externa Saunia. Se você for de carro, recomendamos o estacionamento ao ar livre, e não a garagem subterrânea.
Colunatas e fontes: onde provar e qual fila evitar
Karlovy Vary tem 15 fontes com nome e a maioria delas é de livre acesso nas colunatas ao longo do rio Teplá. Provamos todas as que ficam no nosso trajeto, da colunata Sadová, passando pelas colunatas Mlýnská e Tržní, até o Vřídlo. Antes do almoço, tivemos as fontes quase só para nós, e isso num sábado – a exceção foi uma única fonte.
Fonte Sadový pramen: a primeira do trajeto, por isso a fila
A fonte Sadový pramen é a primeira em que você esbarra no caminho vindo da maioria dos principais estacionamentos e também do centro da cidade. Por isso há espera ali, mesmo quando as outras colunatas estão vazias. Quando chegamos, por volta das 12:30, havia uma fila enorme.
Já estivemos em Karlovy Vary várias vezes, então sabemos que basta dar meia-volta e voltar mais tarde. Por isso, só provamos a fonte Sadový pramen bem no final.
Quando finalmente a provamos, a Veronika não ficou muito animada. A fonte é bem aromática, e ela sente nela um gosto forte de “ferro”, ao qual é sensível. Eu gosto de todas as fontes, dessa também.
A cidade a descreve de outro jeito: ela tem 39,1 °C e muito dióxido de carbono, e por isso, segundo dizem, um sabor agradavelmente azedinho. Como vai ser o gosto para você, só dá para descobrir na própria bica.
Dica: Se você vir fila na fonte Sadový pramen, siga em frente e passe por ela na volta. Só não deixe para a noite – ao contrário das colunatas ao redor, a fonte só abre das 6:00 às 18:30.
Vřídlo
O Vřídlo é a fonte termal mais quente de Karlovy Vary, com 73,4 °C segundo a cidade (dados de karlovyvary.cz). Ele fica dentro da colunata Vřídelní, então aqui você não bebe a céu aberto.
Aqui também bebemos, como em todas as fontes do nosso trajeto. Bem pertinho do Vřídlo, aliás, começa o funicular Imperial, sobre o qual escrevemos mais abaixo.
Caneca termal: de 160 Kč (estampada) a 290 Kč (pintada de azul), cerca de R$ 40 a 73
Para beber nas fontes, você precisa de uma caneca termal, uma caneca de porcelana com um bico na alça. Dá para comprar uma em qualquer lugar do caminho, na colunata, e nós já tínhamos a nossa, de uma viagem anterior.
O preço depende do tamanho e de como a caneca é decorada. As mais baratas são as com desenho impresso; as mais caras, as pintadas de azul.
Leve dinheiro em espécie para a caneca. Por que é assim e onde encontrar um caixa eletrônico perto da colunata, explicamos no guia de estacionamento em Karlovy Vary – lá você também encontra a caminhada completa do Hotel Thermal até o Grandhotel Pupp e mais informações sobre o Vřídlo.
Se, além do sabor das fontes, você quer saber quem construiu as colunatas e que história têm as casas ao redor, dá para fazer um passeio por Karlovy Vary com um guia.
Nós entramos. Demos uma olhada no lobby, na recepção e na parte com os escritórios. Oficialmente, o hotel só escreve que recebe com prazer nos seus restaurantes e no bar quem não está hospedado ali; sobre o lobby, não diz nada.
Chegamos ao Pupp logo depois da fila para o funicular Diana, cuja estação inferior fica a poucos metros do hotel. Queríamos ver como é lá dentro e qual é a atmosfera.
Ficamos absolutamente impressionados. Assim que você entra, sente um cheiro agradável de flores e ouve um piano ao fundo. A equipe está muito bem vestida e o hotel inteiro é iluminado de um jeito maravilhoso por dentro.
Ficamos um tempinho ouvindo a equipe conversar com os hóspedes, e é tudo absolutamente profissional, mas amigável.
Para nós, foi uma primeira impressão perfeita, e da próxima vez queremos dormir aqui. Por enquanto, porém, só conhecemos o lobby, e não o quarto nem o café da manhã, então a nossa recomendação de se hospedar no Pupp se baseia na primeira impressão do interior, e não numa estadia nossa. Os preços e as datas disponíveis estão na página do Grandhotel Pupp no Booking.
Se você não quer só passar pelo lobby, o caminho mais garantido para entrar é o Café Pupp. Ele abre todos os dias das 11:00 às 19:00 e, segundo o hotel, é uma parada tradicional de quem passeia pela colunata.
Lá assam o bolo Pupp, seguindo a receita do fundador da família Pupp, com Becherovka entre os ingredientes. Nós não entramos no café. Nos restaurantes e no bar, o hotel exige roupa no estilo smart casual.
Calçada da Fama em frente ao hotel
Na calçada em frente ao hotel você encontra placas com os nomes de estrelas do cinema. Nós fotografamos duas: Danny DeVito 2007 e Johnny Depp 2021.
Os dois anos correspondem às visitas deles ao festival de cinema KVIFF, sobre o qual escrevemos mais abaixo, na parte do Hotel Thermal. Procurar os nomes conhecidos leva alguns minutos, então vale a pena parar aqui antes de entrar.
Funiculares: o Imperial vazio e a fila para o Diana
Em Karlovy Vary há dois funiculares históricos e, no sábado, fomos aos dois. Um estava vazio; do outro, desistimos.
Imperial: como comprar a passagem e com o que tomar cuidado
Fomos ao funicular Imperial só para ver o que tinha lá em cima, e ficamos surpresos por não ter ninguém esperando. Então subimos – e depois descemos de novo.
A cabine é bem retrô por dentro, mas como experiência é legal. A viagem em si dura mais ou menos um minuto, e o funicular funciona todos os dias, mais ou menos das 7:45 às 19:05. Está em operação desde 1907, então é mais antigo que o Diana.
Estação inferior: Divadelní náměstí, quase em frente à colunata Vřídelní.
Passagem: uma passagem comum de transporte público por 25 Kč (cerca de R$ 6,25), válida por 20 minutos (tabela de preços da DPKV). Vale para um número ilimitado de viagens, então, se você voltar em até 20 minutos, uma só basta para subir e descer. Para nós, foi suficiente.
Onde comprar: dentro do prédio da estação inferior, não do lado de fora, ou no aplicativo Vary Virtual. Nós compramos duas no aplicativo.
Hóspedes do Hotel Imperial têm as passagens do funicular incluídas no preço da estadia.
Dica: No aplicativo Vary Virtual, escolha a ativação adiada antes de comprar. Caso contrário, a passagem é ativada na hora – ou melhor, mais ou menos um minuto depois da compra – e a validade já está correndo antes mesmo de você chegar ao funicular.
Uma coisa é justo dizer de cara: se você for pela vista, lá em cima quase não dá para chegar a um mirante de verdade. Mas descobrimos ali outra coisa, que serve principalmente para quem está de carro.
Truque para quem está de carro: Garage Centrum e descer de funicular até a colunata
A estação superior fica a apenas 20 metros de um edifício-garagem que nós chamamos de Garage Centrum. Oficialmente, é o estacionamento da estação superior do funicular Imperial (Parkovací dům Libušina), no endereço Libušina 2120/21. Estacionar aqui custa 50 Kč por hora (cerca de R$ 13) e 500 Kč por 24 horas (cerca de R$ 130).
Já estacionamos aqui uma vez e fomos a pé até o centro. Ficamos meio chateados porque é um bom pedaço de caminho – na época, não conhecíamos outros estacionamentos. E, no entanto, poderíamos ter descido de funicular.
Para ser exato: descendo a ladeira, segundo o operador do estacionamento, são uns 5 minutos a pé. O funicular poupa principalmente a volta, ladeira acima até o carro. Lá embaixo, você fica pertinho da colunata Vřídelní, e até o Grandhotel Pupp são uns 8 minutos a pé.
Bom saber para a próxima vez. Você estaciona lá em cima, desce a pé ou de funicular e, na volta, deixa que o funicular te leve até o carro. Só fique de olho no funcionamento do funicular, porque tarde da noite ele já não roda. Os outros estacionamentos do centro, com os preços, você encontra no nosso guia de estacionamento em Karlovy Vary.
Diana: a fila que não andou
Saindo do Imperial, fomos até o funicular Diana, animados por não termos esperado em lugar nenhum. Só que ali a fila saía pela porta e, quando a Veronika foi olhar lá dentro, tinha outra.
Esperamos uns 10 minutos e a fila não andou nem um metro, então pulamos o funicular Diana. A vista do Diana, dizem, é fantástica – pelo menos segundo os funcionários da loja ao lado. Da próxima vez, tentamos de novo.
A estação inferior fica na Mariánská ulička, a poucos metros do Grandhotel Pupp, e a passagem comum do transporte público da cidade (DPKV) não vale aqui. A passagem de ida e volta custa 165 Kč (cerca de R$ 41) para adultos, 85 Kč (cerca de R$ 21) para crianças, e a passagem família, 440 Kč (cerca de R$ 110). Só a subida custa 110 Kč (cerca de R$ 28) para adultos.
Em outubro, o funicular funciona das 9:00 às 18:00, a cada 15 minutos. A entrada no mirante Diana, lá em cima, é gratuita.
Se o que você quer é a vista, pegue o funicular Diana e conte com fila. Se só quer andar num funicular histórico, no Imperial não tem espera.
O elevador para a Torre do Castelo
Perto da colunata Tržní há um elevador que sobe até a Torre do Castelo. Fomos de elevador no caminho da colunata Tržní até o Vřídlo, e a vista de lá é ótima. O elevador é gratuito, então, se você estiver passando pelas colunatas, com certeza vale a parada.
Só se paga a entrada na plataforma de observação da própria torre (50 Kč para adultos, cerca de R$ 13). Onde exatamente fica a entrada e qual é a história do elevador, descrevemos no guia de estacionamento em Karlovy Vary.
Becherovka: o museu com degustação e a garrafa com o seu nome
O museu da Becherovka e a loja ficam no mesmo prédio, no endereço T. G. Masaryka 282/57, e visitamos os dois. Recomendamos o museu a todos que gostam de Becherovka – é uma visita bem detalhada e, no final, tem degustação.
Chegamos logo depois do almoço e já havia bastante gente esperando do lado de fora, então saiba que às vezes é preciso esperar alguns minutos. Nós não esperamos: tínhamos ingressos comprados no GetYourGuide e entramos direto.
Não vá ao museu da Becherovka na segunda-feira. O museu abre de terça a domingo, das 9:00 às 17:00, e fecha na segunda-feira (informações da cidade de Karlovy Vary), e a loja, no mesmo prédio, abre todos os dias das 10:00 às 18:00.
Visita: 290 Kč (cerca de R$ 73) por adulto, dura uns 45 minutos. Só com guia, em horários fixos: não dá para percorrer o museu por conta própria.
Degustação: 4 provas de 1,5 cl no fim da visita. Motoristas, grávidas e menores de idade não recebem bebida alcoólica.
Na loja, uma coisa chamou a nossa atenção: dá para mandar fazer ali uma garrafa de Becherovka com o seu nome no rótulo.
Onde comer: brunch, bolachas termais e linguiça
Com a comida em Karlovy Vary é como com as fontes: no lugar mais famoso você paga mais, e um pouco mais adiante sai mais barato. Nós comemos um brunch, duas bolachas termais e uma linguiça de barraca.
Brunch no Republica Coffee
Chegamos a Karlovy Vary antes do almoço e queríamos começar com um brunch de verdade, então escolhemos a cafeteria Republica Coffee na třída T. G. Masaryka (a avenida T. G. Masaryka). No Google, a nota é 4,6 de 5, com base em pouco menos de 2.000 avaliações.
Eu, pessoalmente, gostei muito do interior: é moderno, elegante e limpo. Do lado de fora há dois espaços para sentar: um no pátio interno, onde naquele momento havia outros clientes, e o outro bem na frente da entrada, onde eu e a Veronika nos sentamos.
Pedimos ovos Benedict por 209 Kč (cerca de R$ 52) e ovos mexidos por 199 Kč (cerca de R$ 50). Os dois pratos vieram com pão caseiro e os dois estavam ótimos.
Eu pedi os ovos mexidos e estavam deliciosos, mas da próxima vez vou de Benedict, por causa do molho holandês. Estava no ponto certo de sal e tinha um sabor bem marcante. Sinceramente, para mim bastavam só o molho, a manteiga e o pão caseiro.
Com certeza vamos voltar. Antes de ir, é melhor confirmar o horário de funcionamento no Google Maps.
Bolachas termais por 20 Kč (cerca de R$ 5,00)
Logo depois do brunch, já comemos duas bolachas termais, uma de nozes e outra de coco, e as duas estavam excelentes.
Compramos as bolachas na loja Original Karlovarské oplatky e voltamos lá toda vez que estamos em Karlovy Vary. É um lugar agradável e eles têm uma grande variedade de sabores. O preço de 20 Kč (cerca de R$ 5,00) por bolacha, porém, é o normal: pelo mesmo valor você compra uma na maioria dos lugares, até direto na colunata.
Perto do Pupp é mais caro, depois do Vřídlo é mais barato
Se a fome apertar perto do Grandhotel Pupp, você só vai encontrar bistrôs bem simples ou restaurantes caros. Nos restaurantes perto do Pupp, conte com 400 Kč (cerca de R$ 100) ou mais por refeição.
Mas, assim que você vai do Pupp até além do Vřídlo e se afasta um pouco das colunatas, os preços caem e aparecem restaurantes e lugares mais em conta.
Para comparar, veja quanto gastamos com comida: os ovos Benedict no Republica Coffee custaram 209 Kč (cerca de R$ 52). Só fomos comer algo salgado perto do fim do passeio, numa barraca de grelhados, onde pedimos uma linguiça com pão, raiz-forte, mostarda e ketchup por 180 Kč (cerca de R$ 45).
Hotel Thermal, KVIFF e Saunia
O Hotel Thermal fica à beira do rio Teplá, pertinho das colunatas. Ao lado do hotel há também uma coluna com o logo do KVIFF, o Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary. O Thermal é o principal centro do festival, que acontece todos os anos no início de julho; a última edição foi a 60ª, de 3 a 11 de julho de 2026.
Tínhamos que dar uma olhada também no estacionamento do Thermal, porque tínhamos lido avaliações assustadoras sobre ele, principalmente sobre a parte subterrânea. Já a entrada, vista de fora, nos surpreendeu: é escura e mal iluminada.
O maior choque, porém, veio lá dentro. O teto está com infiltração e o estacionamento inteiro é muito malcuidado. Nós não deixamos o carro lá e, por enquanto, nem pretendemos estacionar ali.
Se você quer aproveitar a boa localização do Thermal, estacione do lado de fora. O estacionamento externo é aberto ao público, e a tabela de preços no local diz que os primeiros 15 minutos são grátis; depois, a hora custa 50 Kč (cerca de R$ 13) e o dia inteiro, 600 Kč (cerca de R$ 150). Na época do festival, porém, não conte com ele. Segundo a cidade, de 25 de junho a 10 de julho normalmente não dá para estacionar ali.
Mas hotel e garagem são duas coisas diferentes, e a nossa experiência vale só para o estacionamento, não para os quartos. Se você tem vontade de se hospedar bem ao lado do festival e da piscina termal, os preços e as avaliações dos hóspedes estão na página do Hotel Thermal no Booking.com.
Perto do Thermal, também reparamos num banner com o nome Saunia. É um centro de wellness de 7.000 m² com piscina termal e área de saunas, aberto todos os dias das 9:00 às 23:00. O ingresso para adultos custa a partir de 699 Kč (cerca de R$ 170).
Antes do almoço, as colunatas ficam quase só para você. Isso vale até no fim de semana: nós fomos num sábado e havia poucos turistas. A única exceção foi a fonte Sadový pramen, a primeira do trajeto a partir da maioria dos estacionamentos.
À tarde, encontramos fila mais duas vezes: por volta das 13:40, no funicular Diana, e uma hora depois, no museu da Becherovka, onde havia bastante gente esperando do lado de fora.
Tudo o que dissemos sobre as colunatas vazias vale fora do período do festival KVIFF. O festival acontece no início de julho, então, se você não vai por causa dos filmes, confirme as datas com antecedência.
Nosso roteiro: Karlovy Vary em 4 horas
Foi assim o nosso sábado, 3 de outubro de 2026. Tiramos os horários das fotos do celular, então estão certos com uma margem de alguns minutos. Do momento em que estacionamos até a Becherovka, levamos mais ou menos quatro horas.
10:55 – estacionamento. Nossa garagem subterrânea favorita, no náměstí Dr. M. Horákové.
11:15 – brunch e bolachas termais. Ovos Benedict e ovos mexidos no Republica Coffee; por volta das 12:00, uma bolacha termal de nozes e uma de coco, da loja a que voltamos em toda visita.
12:15 – Hotel Thermal. Estacionamento externo, garagem subterrânea por dentro e a coluna do KVIFF.
12:35 – colunata Sadová e as fontes. Fila grande na fonte Sadový pramen, então seguimos adiante: Pramen Svobody, Skalní pramen, a colunata Mlýnská e a colunata Tržní.
12:55 – elevador para a Torre do Castelo e, depois, o Vřídlo. Subida gratuita e, lá em cima, uma ótima vista.
13:05 – funicular Imperial. Subimos e descemos, sem ninguém na nossa frente.
13:30 – funicular Diana. Uns 10 minutos numa fila que não anda, e a gente desiste.
13:45 – Grandhotel Pupp. Lobby e recepção por dentro; depois, o hotel visto do rio.
14:20 – fonte Sadový pramen pela segunda vez e linguiça. Veronika dá polegar para baixo para a fonte; numa barraca de grelhados, pedimos uma linguiça com pão, raiz-forte, mostarda e ketchup.
14:50 – Becherovka. Museu com os ingressos comprados no GetYourGuide, sem espera; a visita dura uns 45 minutos e, depois, vem a loja, no mesmo prédio.
Se você quiser repetir o nosso roteiro, leve dele principalmente uma lição: quando houver fila na primeira fonte, siga em frente e volte mais tarde; e quando houver fila no funicular famoso, experimente o outro.
Escrevemos um artigo separado sobre cada um dos dois assuntos, então aqui vai só o mais importante.
Onde nós estacionamos: a garagem subterrânea no náměstí Dr. M. Horákové. A hora custa 60 Kč (cerca de R$ 15), e a permanência mais longa, 500 Kč (cerca de R$ 130) por 8 a 24 horas.
No Hotel Thermal: o estacionamento externo é público, a hora custa 50 Kč (cerca de R$ 13). Depois do que vimos lá dentro, nós não levaríamos o carro para a garagem subterrânea do hotel.
Estacionamento junto à estação superior do funicular Imperial (Parkovací dům Libušina): 50 Kč (cerca de R$ 13) por hora, 500 Kč (cerca de R$ 130) por 24 horas. O funicular leva você para baixo, até a colunata, e de volta para cima.
As tabelas de preços de todos os estacionamentos, a entrada de carro na zona termal e as opções de estacionamento grátis estão no nosso guia de estacionamento em Karlovy Vary.
Hospedagem: o mais perto das fontes é a zona termal ao redor das colunatas. O centro mais amplo fica ao redor da třída T. G. Masaryka, e o sossego está nos bairros acima da cidade.
Para fechar, respostas às perguntas que as pessoas mais costumam fazer antes de viajar para Karlovy Vary. Conferimos os preços e os horários de funcionamento em 4 de outubro de 2026.
O que dá para fazer em Karlovy Vary em um dia?
Em mais ou menos quatro horas, do estacionamento até a Becherovka, percorremos as colunatas e provamos as fontes, andamos no funicular Imperial e no elevador para a Torre do Castelo e demos uma espiada dentro do Grandhotel Pupp. Terminamos no museu da Becherovka e, pelo caminho, ainda deu tempo de comer um brunch, bolachas termais e uma linguiça de barraca.
Dá para dar uma olhada no Grandhotel Pupp mesmo sem estar hospedado lá?
Nós demos uma olhada no lobby e fomos até a recepção, embora não estivéssemos hospedados lá. No site, o hotel convida quem não está hospedado para os seus restaurantes e para o bar, e o Café Pupp abre todos os dias das 11:00 às 19:00.
Qual funicular pegar: o Imperial ou o Diana?
Se você não quer esperar, o Imperial. Num sábado à tarde, não havia ninguém lá. Basta uma passagem comum do transporte público da cidade (DPKV), de 25 Kč (cerca de R$ 6,25), e o trajeto dura mais ou menos um minuto. No Diana, a fila chegava até o lado de fora, e a passagem de ida e volta para adultos custa 165 Kč (cerca de R$ 41).
Quanto custa uma caneca termal?
Nas barracas junto às colunatas, vimos preços de 160 Kč (cerca de R$ 40), para uma caneca estampada, até 290 Kč (cerca de R$ 73), para uma pintada de azul. O preço depende principalmente do tamanho e da decoração.
O museu da Becherovka abre na segunda-feira?
Não. O museu abre de terça a domingo, das 9:00 às 17:00, e fecha na segunda-feira. A loja, no mesmo prédio, abre todos os dias das 10:00 às 18:00. Se você estiver dirigindo, não vão te servir álcool na degustação.
Onde estacionar em Karlovy Vary?
Nós estacionamos na garagem subterrânea no náměstí Dr. M. Horákové. Lá, a hora custa 60 Kč (cerca de R$ 15), e a permanência mais longa, 500 Kč (cerca de R$ 130) por 8 a 24 horas. Outras opções e os preços estão no guia de estacionamento em Karlovy Vary, que escrevemos à parte.
Quando há menos gente em Karlovy Vary?
Antes do almoço, quando as colunatas ficam quase vazias, até no fim de semana. Nas colunatas, só vimos fila na fonte Sadový pramen, a primeira do trajeto a partir dos estacionamentos. Já durante o festival de cinema KVIFF, no início de julho, a história é outra.
Algumas coisas que nunca dispensamos em viagem
Hospedagem: só plataformas de confiança com avaliações reais – Booking.com e Agoda. Com os programas de fidelidade, conseguimos muitas vezes um preço melhor ou um upgrade.
Carro no local: quando não dá para ficar sem ele, comparamos as locadoras em DiscoverCars. Olhamos principalmente para a franquia e para a política de combustível.
Kit de primeiros socorros: levamos sempre os medicamentos básicos – no exterior são caros ou difíceis de encontrar.
Seguro de viagem: fazemos um antes de cada viagem, normalmente pelo banco.
Ingressos e experiências: compramos online com antecedência em GetYourGuide – está tudo num só lugar e disponível offline, sem precisar imprimir.
Restaurantes e comida: conferimos as avaliações no TripAdvisor e, se der, reservamos mesa.
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