San Gimignano: torres, estacionamento e quanto custa um dia

Autor Veronika Vrátná 8 de setembro de 2026
San Gimignano: torres, estacionamento e quanto custa um dia

Em San Gimignano você não precisa procurar placas. Você anda por uma estrada toscana entre vinhedos, faz as curvas, e de repente, na sua frente, sobre uma colina, surgem torres de pedra. Catorze torres amontoadas numa única colina parecem, de longe, mais um erro na paisagem do que uma cidade toscana. Nesse momento você sabe exatamente que está no caminho certo – e foi exatamente nesse momento que eu e o Daniel concordamos que essa seria uma boa parada.

Depois chegamos à cidade e veio a lição número um: ter o número um no nome do estacionamento não significa que você ganhou. Tentamos estacionar no estacionamento mais próximo do centro, mas o painel de vagas disponíveis mostrava um implacável zero. O estacionamento vizinho, a mesma coisa. Então descemos a colina até o P3 Bagnaia Superiore – e lá pudemos literalmente escolher onde estacionar. Dez minutos a pé até a praça. Dez minutos que compraram nossa tranquilidade.

O melhor estacionamento de San Gimignano não é o mais próximo. É aquele que tem vaga.

Estivemos lá em agosto, no calor mais intenso, e o que eu mais agradeci foi algo que eu normalmente nem notaria – uma máquina de venda de água bem ao lado do estacionamento. Quando você tem pela frente uma subida e quase trinta graus, um litro de água gelada de repente fica mais importante do que qualquer catedral. 🙂

Neste artigo você vai encontrar tudo o que descobrimos por aqui: a tabela completa de preços de todos os estacionamentos de acordo com a prefeitura, qual das torres vale a pena subir e quanto custa, onde comprar sorvete de um bicampeão mundial, onde comemos um dos melhores sanduíches de porchetta que já comemos, e 6 opções concretas de hospedagem – quatro no centro e duas fora da cidade com estacionamento gratuito. San Gimignano é uma parada que no nosso guia da Itália não faz sentido pular.

Duas torres medievais acima da Piazza della Cisterna, em San Gimignano

Resumo rápido para quem está com pressa

  • Estacionamento: o mais barato é o P1 Giubileo – € 2/h (cerca de R$ 12) nas primeiras duas horas, depois € 1,50/h (cerca de R$ 9,00), máx. € 7 (cerca de R$ 42) por 24 horas. Os estacionamentos P3 e P4 Bagnaia, sob as muralhas, custam € 2,50/h (cerca de R$ 15)
  • Você não consegue entrar de carro no centro: no centro histórico está em vigor uma ZTL com câmeras desde 1º de maio de 2026 e sem a placa registrada = multa.
  • Torre Grossa: 54 metros, 218 degraus, ingresso € 10 (cerca de R$ 60; € 11 com reserva de horário, cerca de R$ 66). O ingresso já inclui o Palazzo Comunale e a Pinacoteca.
  • Duomo (Collegiata): € 5 (cerca de R$ 30), reduzido € 3 (cerca de R$ 18).
  • San Gimignano Pass: € 15 (cerca de R$ 90) adultos, € 12 (cerca de R$ 72) júnior, validade 3 dias – só para a torre e o Duomo dá praticamente o mesmo preço (€ 10 + € 5, cerca de R$ 90 no total), só vale a pena combinar com Santa Chiara ou San Lorenzo in Ponte.
  • Sorvete na Gelateria Dondoli: uma bola nos custou € 3,50 (cerca de R$ 21). Sergio Dondoli é bicampeão mundial de gelato.
  • Torres: sobreviveram 14 das cerca de 72 originais. Patrimônio da UNESCO desde 1990.
  • Distâncias de carro: Siena 40 km / 45 min, Florença 56 km / cerca de 1 hora, Volterra 31 km / 36 min, Pisa 77 km / 1 h 20 min.
  • Quanto tempo reservar: para nós, bastaram 2 horas para a praça, as vielas, um sanduíche e um sorvete. Para a torre, os museus e o almoço, conte com meio dia a um dia inteiro.

Por que San Gimignano vale a parada

Na Toscana há muitas cidades no alto de colinas. Mas San Gimignano é a única que parece uma Manhattan do século 13.

Na Idade Média, famílias ricas competiam para ver quem construía a torre mais alta – era uma questão de prestígio e também de defesa. No auge, havia cerca de 72. Hoje, 14 delas ainda estão de pé, e é justamente por causa delas que todo o centro histórico está, desde 1990, na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Para mim, a maior diferença em relação a Siena está na escala. Siena é uma cidade onde dá para passar o dia inteiro e ainda assim algo vai escapar – aliás, já escrevemos um artigo inteiro sobre ela, Siena é uma cidade de festas sem fim. Você dá a volta em San Gimignano numa manhã, e mesmo assim tem a sensação de ter visto algo excepcional. É a parada ideal de meio dia num roadtrip, não um destino para uma semana.

E mais uma coisa que é justo dizer logo de cara: tem muita gente aqui. Segundo a imprensa italiana, cerca de três milhões de visitantes vêm para cá todo ano, e em 2022 mais de noventa por cento deles chegaram e foram embora no mesmo dia. Em setembro, segundo a mesma fonte, param aqui em média 92 ônibus de turismo por dia. Isso se reflete na atmosfera da rua principal, a Via San Giovanni, por volta do meio-dia. E nós fomos parte integrante disso tudo 🙂

Estacionamento em San Gimignano: tabela completa de preços e onde realmente tem vaga

Aqui, o estacionamento decide se você vai aproveitar a visita ou passar quarenta minutos rodando à procura de vaga.

Na cidade há cinco estacionamentos numerados. Dois ficam do lado sul da cidade, dois ao norte, na encosta sob as muralhas, e um é reservado só para motorhomes.

EstacionamentoOnde ficaPreço por horaMáx. em 24 hVagas
P1 Giubileosul€ 2 (aprox. R$ 12) na 1ª–2ª h, depois € 1,50 (aprox. R$ 9,00)€ 7 (cerca de R$ 42)mais de 300
P2 Montemaggiosul€ 3 (aprox. R$ 18) na 1ª h, € 2,50 (aprox. R$ 15) na 2ª h, depois € 2 (aprox. R$ 12)€ 15 (cerca de R$ 90)153
P3 Bagnaia Superiorenorte€ 2,50 (aprox. R$ 15) na 1ª–2ª h, depois € 2 (aprox. R$ 12)€ 15 (cerca de R$ 90)por volta de 100
P4 Bagnaia Inferiorenorte€ 2,50 (aprox. R$ 15) na 1ª–2ª h, depois € 2 (aprox. R$ 12)€ 15 (cerca de R$ 90)mais de 230
P5 Santa Lucia3 km, só motorhomes€ 1 (cerca de R$ 6,00)€ 11 (cerca de R$ 66)50

A tabela esconde uma economia: o P1 Giubileo é o estacionamento mais barato da cidade e, ao mesmo tempo, o que tem mais vagas. Lá você paga € 7 (cerca de R$ 42) pelo dia inteiro; nos outros, o teto é € 15 (cerca de R$ 90).

Nossa experiência: os estacionamentos de cima marcavam zero vagas

Chegamos de manhã em agosto, ou seja, na pior hora possível. P1 Giubileo mostrava zero vagas livres, P2 a mesma coisa. Acabamos descendo até o P3 Bagnaia Superiore sob as muralhas – e lá havia tantas vagas que pudemos escolher.

O caminho até a Piazza della Cisterna nos levou cerca de dez minutos de caminhada normal. Não é um passeio plano, é morro acima, mas nem no calor de agosto foi nada terrível. Além disso, nos dois estacionamentos Bagnaia há um elevador que sobe até a cidade, então, se você não quiser encarar a subida, não precisa.

Segundo a tabela de preços na entrada, custam € 2,50 (cerca de R$ 15) tanto a primeira quanto a segunda hora, ou seja, duas horas saem por € 5 (cerca de R$ 30). Cada hora seguinte fica mais barata, € 2 (cerca de R$ 12), então quatro horas saem por € 9 (cerca de R$ 54). No P1 Giubileo a hora é mais barata e o teto diário é menor, então lá compensa mais ficar estacionado por muito tempo.

A máquina de água ficava perto do estacionamento onde deixamos o carro, e no calor de agosto foi uma salvação. Você não vai encontrá-la na tabela oficial de preços dos estacionamentos – então leve isso como a nossa experiência, não como garantia. De qualquer forma, leve uma garrafa com você.

Atenção: ZTL e câmeras

Para o centro histórico você não pode ir de carro. No centro está em vigor uma zona de tráfego limitado (ZTL) e desde 1º de maio de 2026 é fiscalizada por sistema de câmeras.

  • Se você for dormir no centro: sua placa precisa ser cadastrada no sistema pelo hospedeiro. Escreva para eles com antecedência e por escrito e peça a confirmação de por qual entrada você pode passar e a partir de quando o cadastro está ativo. A prefeitura tem até um endereço para isso: ztl@comune.sangimignano.si.it.
  • Se você vier só para um passeio: não se preocupe com isso e estacione sob as muralhas. Até o centro são poucos minutos a partir de qualquer um dos estacionamentos.
  • A prefeitura de San Gimignano não informa o valor exato da multa, mas a faixa geral na Itália vai de dezenas a centenas de euros. Não é um risco que valha a pena correr.

Nossa dica de estacionamento

Não chegue de manhã. Nós chegamos por volta das onze, e essa é exatamente a hora em que os ônibus de turismo ficam parados na entrada da cidade e os estacionamentos de cima marcam zero. Quando fomos embora depois do meio-dia, a situação era outra – os ônibus tinham ido embora e havia vagas lá em cima.

Se você não quiser ir a pé de jeito nenhum, entre os estacionamentos e o centro circula um micro-ônibus municipal. A passagem só ida custa € 1,50 por pessoa (cerca de R$ 9,00): você carimba o tíquete do estacionamento no CityBus Point e paga a passagem no parquímetro, junto com o estacionamento, então não vai precisar de dinheiro trocado. De junho a setembro, porém, o micro-ônibus não entra no centro histórico – ele deixa você na Porta San Giovanni ou na Porta San Matteo, e de qualquer forma você sobe a pé até o centro.

As torres de San Gimignano: em qual subir

A pergunta básica que todo mundo se faz aqui: são catorze torres, mas em qual delas dá para subir?

A resposta é mais simples do que você imagina. Só uma está aberta ao público para subida – a Torre Grossa.

Torre Grossa: a torre mais alta da cidade

A Torre Grossa faz parte do Palazzo Comunale na Piazza del Duomo, mede 54 metros e para chegar ao topo são 218 degraus. Confesso que nós mesmos não subimos – tínhamos duas horas para a cidade, e elas foram todas para a praça, as vielas e a comida. Se eu voltasse aqui, reservaria um tempo para a torre: é o único lugar da cidade de onde dá para ver as outras torres de cima.

  • Ingresso: € 10 adultos (cerca de R$ 60), € 11 (cerca de R$ 66) com reserva de horário específico de subida; € 8 reduzido (cerca de R$ 48; 6 a 17 anos, grupos a partir de 20 pessoas); crianças até 6 anos, gratuito.
  • O ingresso já inclui o Palazzo Comunale e a Pinacoteca – é um ingresso combinado, então você não está pagando só pela vista.
  • Horário de funcionamento: 1º/4 a 31/10, todos os dias 10:00–19:30 (última entrada às 19:00); 1º/11 a 31/3, todos os dias das 11:00 às 17:30 (última entrada às 17:00). Fechado em 25 de dezembro.

San Gimignano: ingresso para a Torre Grossa e o Duomo (pass de 2 dias) – cancelamento gratuito até 24 horas antes e reserva sem pagamento antecipado.

Torre e Casa Campatelli: a torre onde não se sobe

A segunda torre que dá para visitar pagando é a Torre e Casa Campatelli da fundação FAI, a 200 metros da Porta San Giovanni. Mas não se trata de uma subida a um mirante, e sim de uma visita a uma casa burguesa com uma torre dentro – os interiores e a história da família que morou ali.

  • Ingresso: € 8 (cerca de R$ 48) visita sem guia / € 13 (cerca de R$ 78) com guia; crianças de 6 a 18 anos, € 4 (cerca de R$ 24); ingresso família, € 22 (cerca de R$ 130).
  • Horário de funcionamento (abril a outubro): terça a domingo, das 10:30 às 18:30.

San Gimignano: Torre e Casa Campatelli – visita de 45 minutos com áudio guia, cancelamento gratuito.

Nossa recomendação

Se você tiver tempo só para uma, vá à Torre Grossa. É a única subida pública da cidade, e o ingresso já inclui o Palazzo Comunale e a Pinacoteca, então pelos dez euros você não está pagando só pelos degraus. Deixe a Campatelli como uma segunda parada, se você estiver aqui o dia todo ou se preferir interiores de época a uma vista.

O Palazzo Comunale e a Torre Grossa acima da Piazza del Duomo, em San Gimignano

O que mais ver na cidade

Piazza della Cisterna

Uma praça triangular com um poço de pedra no meio, cercada por torres e casas medievais. É o lugar onde você vai acabar passando mais tempo de qualquer forma – é aqui que desemboca a rua principal, ficam os cafés, estão o Dondoli e o Vinaino Fiorenza, e daqui é perto de tudo.

Se você é como eu e quer uma foto sem multidão, precisa vir aqui de manhã cedo. Ao meio-dia a praça fica cheia e quase não há sombra.

A Piazza della Cisterna, com o poço medieval e as torres de San Gimignano

Duomo – Collegiata di Santa Maria Assunta

Por fora, quase modesto; por dentro, uma das decorações em afresco mais impressionantes que você vai ver em igrejas toscanas.

  • Ingresso: € 5 (cerca de R$ 30), reduzido € 3 (cerca de R$ 18). O ingresso combinado com o Museo d’Arte Sacra custa € 7 (cerca de R$ 42); para grupos a partir de 20 pessoas, € 6 (cerca de R$ 36).
  • Horário de funcionamento (abril a outubro): segunda a sexta, das 10:00 às 19:30; sábado, das 10:00 às 17:00; domingo e feriados, das 12:30 às 19:30.
  • Fechado em 15 a 31 de janeiro, 12 de março, 15 a 30 de novembro, 25 de dezembro e 1º de janeiro. A data de novembro cai no outono europeu, que em outro trecho deste artigo recomendamos como a época mais tranquila para visitar, então confirme antes da viagem.

É uma igreja ativa, então convém vir com ombros e joelhos cobertos – não há um código de vestimenta oficial divulgado em lugar nenhum, mas eu não entraria de regata.

A fachada do Duomo e a torre do Palazzo Comunale na Piazza del Duomo, em San Gimignano

Sant’Agostino

Uma igreja no extremo norte da cidade, um pouco afastada do fluxo turístico principal. Aberta de abril a outubro, das 9:00 às 12:00 e das 15:00 às 19:00; a tabela oficial não informa o valor do ingresso.

Rocca di Montestaffoli

Os restos de uma fortaleza acima da cidade, de onde há vista para as torres e para a paisagem ao redor, e a entrada no local é gratuita. Se você não quiser pagar para subir numa torre, este é o melhor mirante gratuito da cidade. Aqui também fica a associação de produtores de vinho Vernaccia.

San Gimignano: degustação de vinho Vernaccia – degustação oficial diretamente na Rocca di Montestaffoli, cancelamento gratuito até 24 horas antes. (Atenção, a nota por enquanto é de apenas 3,8/5 em 10 avaliações.)

Para quem quiser um guia pela cidade, também existe um passeio guiado a pé – só com uma pegadinha:

San Gimignano: The Medieval City – duas horas com um guia local. Atenção: o passeio guiado a pé acontece só aos domingos, às 11:00.

Torre medieval em San Gimignano e vista da paisagem da Toscana ao redor

Onde comemos: sorvete de um campeão mundial e a porchetta pela qual voltamos

Gelateria Dondoli (Piazza della Cisterna 4)

Sorvete famoso na praça principal de uma cidade turística costuma significar uma coisa só: você paga caro e recebe algo mediano. Aqui não – e tem nome.

Sergio Dondoli é bicampeão mundial de gelato pela seleção italiana, com títulos das temporadas 2006/2007 e 2008/2009. Em 2016 recebeu também o título Maestro d’Arte e Mestiere, o maior reconhecimento do artesanato italiano, e é o único sorveteiro que já o recebeu. Desde os anos 1990, ele também acumula uma série de prêmios italianos, entre eles a Coppa d’Oro e o título de campeão da Itália de 1998.

A bola de sorvete nos saiu por € 3,50 (cerca de R$ 21) e, para mim, valeu cada centavo. O estabelecimento não divulga uma lista de preços oficial, então considere o valor que pagamos como o que gastamos em agosto de 2025, e não como o preço de hoje.

Duas casquinhas de sorvete em frente à renomada Gelateria Dondoli, em San Gimignano

Vinaino Fiorenza (Piazza della Cisterna 6, quinta a domingo)

E agora, o mais importante. Este é um lugar que, na nossa opinião, todo mundo precisa visitar, sem exceção.

O Vinaino Fiorenza fica na mesma praça que o Dondoli, a poucos passos dali. Funciona só de quinta a domingo, então fique de olho nisso – de segunda a quarta fica fechado. Eles fazem schiacciate – sanduíches feitos com o pão achatado toscano. Pedimos dois: um com porchetta e o outro com prosciutto e trufa. E depois voltamos lá para comer mais uma porchetta. Só por garantia. 🤌

Foi um dos melhores sanduíches de porchetta que já comemos – e olha que já comemos muitos pela Itália.

Não é só sobre a comida. Dá para ver que quem toca o lugar faz isso de coração – e isso é algo que você não espera em um centro turístico, e por isso mesmo você repara ainda mais nisso.

Os sanduíches específicos você encontra no cardápio deles com os seguintes nomes: Boccaccio (porchetta caseira, mussarela defumada, pimentões grelhados) e Fiorenza (prosciutto, pecorino toscano DOP e molho de trufa). Eles não divulgam os preços no site, então prefiro não colocar nenhum número aqui – mas, comparado a um almoço em um restaurante na praça, é uma opção bem mais barata.

Nossa dica: leve o sanduíche para viagem, suba até a Rocca di Montestaffoli e coma com aquela vista. Você economiza no couvert e ainda tem um cenário melhor do que qualquer restaurante.

Vernaccia di San Gimignano

O vinho branco local, que este ano celebra 750 anos desde a primeira menção escrita e 60 anos desde que recebeu a denominação DOC. Dá para provar em qualquer lugar da cidade, ou direto na Rocca di Montestaffoli, na sede da associação de produtores. Não há preços de taça divulgados em lugar nenhum, então não vou colocar nenhum número aqui – mas vale a pena experimentar.

Onde se hospedar em San Gimignano

A decisão fundamental é: centro histórico, ou agriturismo fora da cidade? O centro histórico significa torres na janela e, à noite, depois que os ônibus de turismo vão embora, a cidade quase só para você – mas também significa lidar com a ZTL e, na maioria das vezes, estacionar fora das muralhas. Fora da cidade significa piscina, estacionamento grátis e tranquilidade – mas sem carro você não se vira.

Quatro hospedagens direto no centro histórico

Daniel a Veronika
Daniel e Veronika da Travel Gingers recomendam

Nossa seleção de hospedagens

Escolhidas pela nossa experiência

⭐ MELHOR ESCOLHA📍 Via San Giovanni 91

Hotel Bel Soggiorno

Nota 9,2 no Booking, café da manhã incluído. É possível reservar estacionamento privativo no hotel (vagas limitadas); o estacionamento público fica a 50 m da porta.
Nossa avaliação★★★★★
Ver preço e disponibilidade
👨‍👩‍👧 PARA FAMÍLIAS📍 Piazza della Cisterna 23

Hotel La Cisterna

Bem na praça principal, quartos familiares para quatro pessoas, nota 9,0. Não tem estacionamento próprio – você estaciona abaixo das muralhas e vai a pé.
Nossa avaliação★★★★★
Ver preço e disponibilidade
💰 CUSTO-BENEFÍCIO📍 Piazza della Cisterna 13

Leon Bianco

Melhor custo-benefício de localização na praça, nota 9,1 em mais de 1.500 avaliações. Sem estacionamento próprio; o P2, o mais próximo, fica a uns 400 m.
Nossa avaliação★★★★★
Ver preço e disponibilidade
💰 HOSPEDAGEM ECONÔMICA📍 Via delle Romite 31

LE FONTI di San Gimignano Room

Opção mais barata confirmada no centro, nota 9,2. Segundo as avaliações dos hóspedes, tem estacionamento privativo e vigiado bem ao lado da hospedagem.
Nossa avaliação★★★★★
Ver preço e disponibilidade

Atenção: mesmo que a hospedagem no centro tenha estacionamento, sempre confirme por escrito, com antecedência, que sua placa foi registrada no sistema da ZTL e por qual acesso você pode entrar. A câmera não sabe que você só está passando para descarregar as malas.

Duas hospedagens pertinho da cidade (com estacionamento grátis)

Essa é a opção que eu escolheria – uma piscina com vista para as torres do centro você não vai encontrar lá dentro.

⭐ MELHOR ESCOLHA📍 Località Sant'Andrea

Mormoraia

Agriturismo vinícola a 4 km da cidade, piscina, hidromassagem e sauna, café da manhã e estacionamento grátis. Nota 9,3.
Nossa avaliação★★★★★
Ver preço e disponibilidade
💰 CUSTO-BENEFÍCIO📍 Località Pescille

Agriturismo Casanova di Pescille

Casa de pedra a 2 km de San Gimignano, com piscina e vista para as torres, restaurante próprio, estacionamento grátis. Nota 9,4.
Nossa avaliação★★★★★
Ver preço e disponibilidade

Quer comparar os preços de hospedagem em San Gimignano?

O mapa está centralizado na Via Mainardi, ou seja, bem dentro das muralhas. Arraste-o um pouco para fora e você vai ver, no mesmo mapa, os agriturismos fora da cidade, onde o estacionamento é grátis – e já dá para notar a diferença de preço em relação ao centro.

Viajar pela Itália é algo que amamos muito, e gostamos de compartilhar nossas experiências sobre onde se hospedar bem. Por isso, o Daniel escreveu o artigo Itália de carro: as hospedagens do nosso roadtrip, avaliadas uma a uma, onde vamos completando nossas avaliações aos poucos.

Quanto custa um dia em San Gimignano

Resumo item a item

ItemPreçoFonte
Estacionamento P3 Bagnaia, 2 horas€ 5 (cerca de R$ 30)placa na entrada + Comune di San Gimignano
Estacionamento P3/P4 Bagnaia, 4 horas€ 9 (cerca de R$ 54)Comune di San Gimignano
Estacionamento P1 Giubileo, 4 horas€ 7 (teto diário; aprox. R$ 42)Comune di San Gimignano
Torre Grossa + Palazzo Comunale + Pinacoteca€ 10 (aprox. R$ 60) / € 11 com reserva de horário (aprox. R$ 66)sangimignano.com
Duomo (Collegiata)€ 5 (aprox. R$ 30), reduzido € 3 (aprox. R$ 18)sangimignano.com
San Gimignano Pass (3 dias, 5 monumentos)€ 15 adulto (aprox. R$ 90) / € 12 júnior (aprox. R$ 72)sangimignanomusei.it
Torre e Casa Campatelli€ 8 (aprox. R$ 48) / € 13 com guia (aprox. R$ 78)FAI
Rocca di Montestaffoligrátis–
Bola de sorvete da Dondoli€ 3,50 (cerca de R$ 21)nosso gasto, agosto de 2025
Minibus municipal, passagem de ida€ 1,50 / pessoa (aprox. R$ 9,00)sangimignano.com

Orçamento para um dia, para duas pessoas

EconômicoPadrãoPremium
Estacionamento€ 7 (P1; aprox. R$ 42)€ 9 (Bagnaia; aprox. R$ 54)€ 15 (dia inteiro em Bagnaia; aprox. R$ 90)
Ingressos€ 0 (só a cidade e a Rocca)€ 20 (2× Torre Grossa; aprox. R$ 120)€ 30 (2× San Gimignano Pass; aprox. R$ 180)
Sorvete€ 7 (2 bolas; aprox. R$ 42)€ 7 (cerca de R$ 42)€ 7 (cerca de R$ 42)
Total para dois€ 14 (cerca de R$ 84)€ 36 (cerca de R$ 220)€ 52 (cerca de R$ 310)

A comida não está na tabela de propósito. O Vinaino Fiorenza, assim como a maioria das trattorias daqui, não divulga uma lista de preços que eu possa conferir, então eu teria que inventar os números – e isso eu não faço. Calcule um valor à parte, dependendo se você vai comer um sanduíche ou um almoço de três pratos.

Como chegar a San Gimignano

De carro (nossa recomendação)

Distâncias a partir das principais cidades da Toscana:

De ondeDistânciaTempo de viagem
Siena40 kmpor volta de 45 min
Volterra31 kmpor volta de 36 min
Florença56 kmpor volta de 1 hora
Pisa77 kmpor volta de 1h20

Dá para combinar San Gimignano sem problema com outra parada na rota – meio dia já é suficiente, e à tarde você já pode estar em outro lugar.

Sem carro

Dá para ir, mas quase sempre com baldeação.

  • De trem: a estação mais próxima é a Poggibonsi-San Gimignano na linha Empoli-Siena; de lá, um ônibus vai até o centro. Existe uma passagem integrada trem + ônibus, em que a parte do ônibus custa € 2,90 (cerca de R$ 17) a mais, além do preço do trem.
  • De ônibus: a linha 130 de Siena, a linha 133 de Poggibonsi, a linha 128 de Certaldo. A própria prefeitura avisa que, em muitos casos, é preciso fazer baldeação em Poggibonsi.
  • Saindo de Florença por um dia o mais simples é ir com um passeio organizado, que geralmente combina vários lugares de uma vez:

Toscana saindo de Florença: Siena, San Gimignano e Chianti com almoço – 9 horas, grupo pequeno, almoço com vinhos toscanos e entrada preferencial na catedral de Siena.

Quando ir a San Gimignano

A alta temporada vai de maio a setembro e dá para perceber isso. Nós estivemos lá no dia 23 de agosto de 2025 e foi por pouco – não por causa da multidão, mas por causa do calor.

  • Temperaturas em julho e agosto: as máximas da tarde ficam por volta de 29 °C, as mínimas da manhã ficam por volta de 19 °C, com média histórica de 23,6 °C. Chuva é praticamente inexistente – em agosto, são uns 27 dias no mês sem chuva.
  • Período mais tranquilo: início da primavera europeia (março-abril) e o outono europeu (outubro-novembro).
  • Melhor horário do dia: de manhã, antes da chegada dos ônibus de turismo, ou no fim da tarde, depois que eles vão embora.

Eventos que se repetem aqui todos os anos

  • Regina Ribelle – Vernaccia Wine Fest: 29 a 30 de maio de 2027, com degustações direto na Piazza della Cisterna e na Piazza del Duomo. Acontece todos os anos no final de maio.
  • Ferie delle Messi: festa medieval com cortejos e torneio de cavalaria, todos os anos no terceiro fim de semana de junho.

Os maiores erros que dá para cometer aqui

Ficar rodando entre estacionamentos. Quando o estacionamento de cima mostra zero vagas, ele vai continuar mostrando zero dez minutos depois.

Entrar na ZTL “só um minutinho”. A câmera não diferencia entre descarregar as malas e só passar por ali.

Visitar ao meio-dia na alta temporada. Nesse horário, a Via San Giovanni vira uma fila que se arrasta devagar. De manhã, é uma cidade completamente diferente.

Pagar pela vista quando você pode tê-la de graça. Se você está economizando, a Rocca di Montestaffoli oferece vista para as torres sem cobrar ingresso.

Reservar só uma hora para a cidade. Para nós, duas horas foram suficientes para a cidade, o sorvete e o sanduíche – mas não sobrou tempo nem para a torre, nem para os museus.

O que ver nos arredores

  • Siena – 40 km, uns 45 minutos de carro. A combinação mais lógica para um dia. Já escrevemos sobre ela aqui: Siena: a cidade das festas sem fim.
  • Cascate del Mulino, perto de Saturnia – termas naturais gratuitas, sobre as quais temos um artigo à parte: Cascate del Mulino: as termas de graça em Saturnia. Fica mais ao sul, então é mais indicado como um passeio à parte do que para uma tarde.
  • Volterra – 31 km, outra cidade no alto de uma colina, bem mais tranquila do que San Gimignano.
  • Florença – uma hora de carro, mas combinar as duas em um único dia com San Gimignano fica bem corrido.
Veronika e Daniel se beijando no mirante acima da Piazza della Cisterna, em San Gimignano

Para quem San Gimignano NÃO é

Também é justo dizer o seguinte:

  • Para quem não suporta multidão e não pode chegar fora dos horários de maior movimento. Em julho e agosto, por volta do meio-dia, a rua principal fica realmente lotada.
  • Para quem tem dificuldade para subir ladeira. A cidade inteira é em declive e o piso é de pedra irregular. O elevador que sobe dos estacionamentos de Bagnaia ajuda, mas dentro da cidade em si não tem como fugir das subidas.
  • Para quem procura uma semana inteira de hospedagem. Como base para passeios pela Toscana, sim; como destino em si, não tanto.
  • Para quem veio atrás de uma Toscana barata. Os preços no centro são turísticos, e a hospedagem dentro das muralhas está entre as mais caras da região.

Conclusão – se fôssemos de novo

San Gimignano foi uma das surpresas de todo o roadtrip. Eu esperava uma cidade bonita no alto de uma colina e uma foto das torres. Ganhei de bônus um sorvete que realmente valeu a pena e um sanduíche pelo qual voltamos.

A única coisa que eu faria diferente da próxima vez é o horário de chegada – chegaríamos duas horas mais cedo. Não por causa do estacionamento, isso a gente resolveu descendo até lá embaixo, mas por causa de como a cidade fica diferente antes da chegada dos ônibus.

Recomendamos: reserve meio dia para San Gimignano, estacione no P1 Giubileo ou lá embaixo em Bagnaia, suba na Torre Grossa e depois coma um sanduíche no Vinaino Fiorenza e um sorvete no Dondoli. Nessa ordem. 🙂

Outras paradas na Toscana e na Itália por onde passamos, você encontra em nosso guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantas torres restaram em San Gimignano?

Restaram 14 das cerca de 72 originais. É por causa delas que o centro histórico está na lista da UNESCO desde 1990.

Dá para subir em uma torre em San Gimignano?

Sim, a que está aberta ao público para subida é a Torre Grossa – 54 metros e 218 degraus. O ingresso custa € 10 (cerca de R$ 60) e também dá acesso ao Palazzo Comunale e à Pinacoteca.

Onde se estaciona em San Gimignano e quanto custa?

A cidade tem cinco estacionamentos numerados. O mais barato é o P1 Giubileo (€ 2/h, cerca de R$ 12; máx. € 7 por 24h, cerca de R$ 42), e os estacionamentos P3 e P4 Bagnaia, abaixo das muralhas, custam € 2,50/h (cerca de R$ 15). O P5 Santa Lucia é reservado para motorhomes.

Dá para entrar de carro no centro de San Gimignano?

Não. No centro histórico vale a ZTL, monitorada por câmeras desde 1º de maio de 2026. Hóspedes hospedados no centro precisam ter a placa registrada na hospedagem.

Quanto tempo ficar em San Gimignano?

Para nós, duas horas foram suficientes para a praça, as ruelas, o sanduíche e o sorvete. Se você for subir na Torre Grossa, visitar os museus e almoçar, calcule de meio dia a um dia inteiro.

Quanto custa o sorvete na Gelateria Dondoli?

A bola de sorvete nos custou € 3,50 (cerca de R$ 21) em agosto de 2025. O estabelecimento não divulga uma lista de preços oficial.

Algumas coisas que nunca dispensamos em viagem

  • Hospedagem: só plataformas de confiança com avaliações reais – Booking.com e Agoda. Com os programas de fidelidade, conseguimos muitas vezes um preço melhor ou um upgrade.
  • Carro no local: quando não dá para ficar sem ele, comparamos as locadoras em DiscoverCars. Olhamos principalmente para a franquia e para a política de combustível.
  • Kit de primeiros socorros: levamos sempre os medicamentos básicos – no exterior são caros ou difíceis de encontrar.
  • Seguro de viagem: fazemos um antes de cada viagem, normalmente pelo banco.
  • Ingressos e experiências: compramos online com antecedência em GetYourGuide – está tudo num só lugar e disponível offline, sem precisar imprimir.
  • Restaurantes e comida: conferimos as avaliações no TripAdvisor e, se der, reservamos mesa.